S.PIQUERI
ARARAQUARA E REGIÃO
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Este local não se destina, em absoluto, a prestar consultas juridicas virtuais, sendo meu primordial interesse a divulgação de leis, sites de interesse jurídico e artigos de interesse da população em geral.
O CFM (Conselho Federal
de Medicina) determinou que mulheres com mais de 50 anos não podem ser
submetidas a técnicas de reprodução assistida.
Segundo o conselho, a medida foi tomada por causa dos possíveis
riscos à saúde da gestante mais velha, como hipertensão e diabetes, além
da ocorrência de nascimentos prematuros e bebês nascidos com baixo
peso.
Casos de pacientes acima dessa idade, mas com boa condição de saúde,
deverão ser avaliados individualmente pelos Conselhos Regionais de
Medicina.
A determinação é de uma resolução que altera vários pontos da atual
normal do CFM sobre reprodução assistida. Publicada no "Diário Oficial
da União" de hoje, a norma já está em vigência.
Quem descumprir a regra incorrerá em desvio ético profissional e ficará sujeito à cassação do registro.
"A idade reprodutiva da mulher alcança os 45 anos. Após discussão
exaustiva, chegamos ao limite de 50 anos", afirma José Hiran Gallo,
coordenador da câmara técnica sobre o tema no CFM.
Esse limite vale para quem gera seus próprios filhos ou se oferece
como "barriga de aluguel" --prática que não pode ser comercializada.
Para Selmo Geber, ex-diretor da Rede Latinoamericana de Reprodução
Assistida, fixar a idade máxima para o tratamento em 50 anos é
interessante, mas o melhor seria abordar o limite como recomendação, e
não regra.
Estados Unidos e Espanha não têm um limite definido. Já a Dinamarca
mantém o teto aos 43 anos, segundo Adelino Amaral, presidente da
Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, que integrou as
discussões.
SELEÇÃO DE EMBRIÕES
Outra novidade com relação à atual regra --publicada em 2011--
regula uma situação cada vez mais frequente: a seleção de embriões
compatíveis com um filho mais velho e doente para que as células-tronco
ou os órgãos do bebê ajudem no tratamento.
A posição foi elogiada por Ciro Martinhago, médico responsável pela
seleção do embrião que se transformou na pequena Maria Clara, de um ano.
Em março, a menina doou células-tronco para a irmã, que nasceu com uma
doença hereditária.
"Tenho uns cinco casos de [seleção de embriões para transplante] para aplasia medular. A criança corre contra o tempo."
José Roberto Goldim, chefe do serviço de bioética do Hospital de
Clínicas de Porto Alegre, afirma que é preciso tratar esses casos como
excepcionalidades.
A resolução ainda permite que, se os pais desejarem, embriões
congelados por mais de cinco anos podem ser descartados. Há outras
soluções --a doação para outros casais, para pesquisa ou a guarda até
que seja de interesse dos pais.
Arnaldo Cambiaghi, diretor do Instituto Paulista de Ginecologia e
Obstetrícia, criticou a possibilidade de descarte, mesmo diante dos
custos de manter um embrião congelado. "A vida já existe com o embrião."
Para Martinhago, o casal deve ter o direito de decidir sobre isso.
(Folha de SP - Saúde - Ciência - por Johanna Nublat - de Brasilia - 09/05/2012) |
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